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Formações Teologia do Corpo

Série Teologia do Corpo #36: A Lei da Vida como herança

O último ciclo de catequeses sobre a Teologia do Corpo recebe o nome de ‘A lei da Vida como herança’, já que a proposta aqui é tratar da sacralidade e importância da vida humana, fruto da relação de amor entre o homem e a mulher. Representa um encerramento de todo este processo de reflexão acerca do amor humano. Este último ciclo contém 21 catequeses que foram escritas entre 11 de julho e 28 de novembro de 1984.

 Ao longo de todas as catequeses até aqui, São João Paulo II desenvolveu aquilo que ele mesmo definiu como uma ‘antropologia adequada’, pois tratou do homem integral, no contexto de seu desenvolvimento temporal até a eternidade: No primeiro ciclo falou sobre a humanidade original, o princípio, o projeto de Deus para o ser humano; em seguida falou sobre a humanidade histórica, decaída pelo pecado, mas redimida por Cristo, o momento atual em que vivemos; no terceiro ciclo tratou da humanidade escatológica, o destino final do homem, as núpcias do Cordeiro, a comunhão dos Santos. O quarto e o quinto ciclo das catequeses tratam das duas vocações para o amor: o Celibato pelo Reino dos Céus e o Matrimônio Cristão.

Este ciclo final está diretamente ligado a uma das principais motivações do Papa em desenvolver este longo discurso, que foi levar as pessoas à plena compreensão da Encíclica Humanae Vitae (sobre a Vida Humana) de São Paulo VI. Sobre esta encíclica São João Paulo II escreve que ela “responde à pergunta sobre o verdadeiro bem do ser humano como pessoa, enquanto homem e mulher, acerca do que corresponde à dignidade do homem e da mulher, quando se trata do importante problema da transmissão da vida na convivência conjugal.” (TdC 122). Esta Encíclica foi publicada em 25 de julho de 1968, e trata diretamente de temas polêmicos como a contracepção e a paternidade responsável. O Papa Paulo VI desejava dar uma resposta verdadeiramente católica aos questionamentos do mundo moderno, que após a revolução sexual, provocou fortes críticas a moral cristã, a família tradicional e a tantos outros fatores muito valiosos para nossa Igreja. E com a graça de Deus, o Papa não cedeu às pressões, de dentro e de fora, e colocou um ponto final em muitas destas interrogações.

Porém, esta resistência continuou mesmo após a morte do Papa Paulo VI, de modo que a Encíclica Humanae Vitae até nos dias atuais é mal compreendida. São João Paulo II fez muito bem seu papel de sucessor e desejou não apenas ratificar as posições expressas nesta Encíclica, mas buscou, com a Teologia do Corpo, explica-la, pois a moral católica, ao contrário do que muitos pensam, não é um conjunto de proibições, mas uma orientação pautada na lei natural e na verdade do Evangelho. O objetivo não é reprimir o desejo humano, mas direcioná-lo para seu verdadeiro sentido e realização.

O Papa São João Paulo II, antes de assumir seu pontificado (ainda como Cardeal Karol Woytila) havia sido um dos colaboradores desta mesma Encíclica, portanto, compreendia muito bem o que ela significava para Igreja. Além disso, atento a todo o movimento que resultou na revolução sexual, o Papa já havia escrito na década de 60 um importante livro chamado de ‘Amor e Responsabilidade’, no qual ele faz uma análise filosófica sobre o sentido do amor e trabalha temas importantes como o conceito de utilitarismo. Para muitos esta obra é a ‘semente’ do que anos mais tarde veio a se tornar a Teologia do Corpo.

 

Por Valdo Júnior | Missão Maria de Nazaré

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