script data-ad-client="ca-pub-2272664542764785" async src="https://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js">
Formações Teologia do Corpo

Série Teologia do Corpo #4: O Ser humano Integral

Na primeira carta de São Paulo aos Tessalonicenses, São Paulo se dirige àquela comunidade nos seguintes termos: “O Deus da paz vos conceda santidade perfeita. Que todo vosso ser, espírito, alma e corpo seja conservado, irrepreensível para a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo” (5, 23). Esta passagem embora, não apresentada pelo Papa em suas catequeses, é fundamental para compreendermos o que é de fato o ser humano, a fim de facilitar a compreensão deste corpo que é a dimensão visível, do homem. Porém o ser humano não é apenas aquilo que se vê, há também uma dimensão invisível do ser humano. Esta dimensão, como São Paulo apresenta é dividida entre alma e espírito. Santo Agostinho vai dizer que o corpo é a realidade externa do homem, a alma é a interna e o espírito é a realidade intima do ser humano, ou seja, o “âmago da alma”, o coração (pois na sagrada escritura a palavra coração é sinônimo de espírito). Somente através da harmonia (equilíbrio) destas três partes conseguiremos esta santidade perfeita que Deus espera de nós.

É necessário, porém, apresentar uma situação exposta pelo próprio São Paulo em sua carta aos Gálatas no capítulo 5, que a princípio pode parecer contraditória a passagem anterior, no qual ele faz referência ao corpo como algo negativo e pecaminoso: “Deixai-vos conduzir pelo espírito e não satisfazeis os apetites do corpo” (vers. 16). Fica a pergunta: se o corpo é algo bom e divino, por que devemos evitar os seus “apetites”? A resposta é a seguinte, São Paulo não estava se referindo ao corpo como dimensão do ser humano, mas sim no corpo como algo de mundano, uma inclinação ao mal, pois em grego existem dois termos para definir o corpo: a palavra “Soma” que é o corpo enquanto dimensão corpórea do ser humano, e “Sarx” que é o termo utilizado por São Paulo na carta aos Gálatas, para dizer dos vícios e da tendência ao pecado (concupiscência). Algumas traduções fazem a distinção do corpo em I tessalonicenses 5 com a palavra “carne” em Gálatas 5, para demonstrar que são duas definições distintas.

Para ficar ainda mais esclarecido sobre esta diferença, tanto do antigo testamento (hebraico) quanto do novo testamento (grego), segue as definições na tabela:

HEBRAICO GREGO PORTUGUÊS
Basar Soma Corpo
Nenfes Psique Alma
Ruah Pneuma Espírito

Portanto a “vida segundo a carne” como diz São Paulo não deve ser confundida com a dimensão do ser humano, pois tanto no antigo quanto no novo testamento o corpo é tido numa visão positiva da sexualidade. Mas é necessário considerar que o corpo e a sexualidade devem ser enxergados de modo equilibrado, ou seja, como uma “antropologia adequada” como diz São João Paulo II. Ao longo da história muitos estudiosos da sexualidade humana (alguns até dentro da Igreja) desprezavam o corpo e a consideravam algo desnecessário, é o caso do Puritanismo e o Maniqueísmo. Por outro lado, havia algumas correntes opostas a estas que supervalorizavam o corpo, como o hedonismo e o narcisismo. A Igreja por sua vez, principalmente a partir do Concílio Vaticano II com Paulo VI e João Paulo II revisaram o conceito de sexualidade e elevaram para um nível muito mais completo e pleno de significado.

 

Por Valdo Júnior | Missão Maria de Nazaré

Palavra do Fundador

Agenda

SuMoTuWeThFrSa

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

 
 « ‹nov 2020› »