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Processos educativos para adolescentes em tratamento de dependência química

Foi realizado no dia 28 de setembro, na UEMG Unidade Divinópolis, o Primeiro Seminário “Adolescentes em Tratamento de Dependência Química e os processos de Ensino Aprendizagem”, no qual foi discutido o processo de escolarização desses adolescentes que estão em vulnerabilidade social. O tema foi debatido com a presença do Psicólogo Roberto Mendonça, da Pedagoga Lenir Rosa, e do mediador e responsável pelo projeto de extensão professor José Heleno Ferreira, contando ainda com a participação da pedagoga Maria Célia Fonseca e da assistente social Aline Teodoro das Unidades Terapêuticas Masculina e Feminina Chácara João Paulo II, desenvolvidas pela Comunidade Missão Maria de Nazaré.

De acordo com José Heleno, a proposta “consolidou-se em um projeto de extensão da UEMG, que visa contribuir com essas unidades terapêuticas em seus processos educativos dos adolescentes atendidos”. Vários estudantes da Universidade visitam as chácaras voluntariamente e realizam diversas atividades que estimulam o aprendizado. O objetivo do Seminário é ampliar e qualificar a discussão, com a participação dos órgãos e entidades, a fim de que estejam envolvidos no atendimento educacional dos adolescentes em tratamento de dependência química, solicitando ao poder publico que incentive professores e profissionais a atuarem nesses espaços. Dessa forma, outros seminários ainda serão realizados, para que sejam debatidos essas temáticas e apresentadas propostas e avanços alcançados no decorrer das ações do projeto e do grupo participante.

O tema do primeiro seminário foi a relação entre o adolescente, educação e a dependência química. Segundo o Psicólogo Roberto Mendonça, “é necessário investir em outros pontos, oferecer aos adolescentes novas possibilidades, como: educação, família, trabalho, lazer, esporte, religião etc. Todas essas áreas são fundamentais, às quais o adolescente precisa estar integrado. Assim, não pode somente ser trabalhada a desintoxicação química”. O dependente em tratamento precisa de um suporte para ser atendido em todas essas áreas, e assim, ao voltar ao convívio da sociedade, não hajam recaídas ao vicio.

Durante as apresentações do seminário, foi exposto ainda que a educação para um adolescente em tratamento de dependência química deve ir além do acesso à escola, é necessário garantir um processo de ensino-aprendizagem adequado a sua realidade, com uma didática aplicada.

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