Formações Geral

Presente para um coração machucado

Hoje eu servi na paróquia aqui do bairro transmitindo no Facebook a solenidade de Corpus Christi e distribuindo a comunhão após a Santa Missa.

Devido às restrições, as pessoas vão aos poucos, e assim, fiquei quase uma hora sentada no banco da Igreja, com a âmbula e Jesus em minhas mãos, enquanto nosso Senhor estava exposto no Santíssimo Sacramento para ser adorado.

Naquele período Deus me chamou à uma conversa mais íntima, que eu parava as vezes para entrega-Lo a um fiel.

O assunto da sexualidade sempre foi algo que me assombrava, uma mistura de medo e aflição. Eu tinha uma visão distorcida do sexo. Cresci em meio às piadas e histórias que sempre banalizavam ou faziam das mulheres como objeto.

Até em relação ao casamento. Existia uma mentalidade em mim de que a mulher não precisa e nem gosta de sexo, mas que ela devia satisfazer o seu marido para manter o casamento, pois homem teria um grande necessidade que, se não fosse satisfeita em casa, ele procuraria na rua. E que a mulher precisava se esforçar para isso, e que àquelas que não se esforçavam, e gostavam de sexo, eram as “safadas” da história.

Quando ingressei na comunidade, comecei a conviver com muitos casais e a estudar a Teologia do Corpo do Papa João Paulo II. Eu experimentei o amor de Deus na minha humanidade. A cada formação que a comunidade promovia, a cada livro que eu lia, Deus tocava e curava tantas feridas, e fui percebendo, aos poucos, que a visão que eu tinha da sexualidade não era a Verdade.

Caminhando para o noivado, eu vivi uma experiência com Deus em um retiro que eu servi. Deus me mostrou as frases que ouvi na minha infância e adolescência que ficaram cravadas em meu coração. Não dava mais pra correr, eu precisava deixar Deus me curar, e pra isso, também fazer minha parte. Foram muitas partilhas com meu noivo, orações, formações e um livro: Amor e Responsabilidade de Karol Wojytla.

Voltando a experiência de hoje, na minha oração eu pedia a Jesus para me curar e me livrar do medo e da rejeição ao sexualidade, e aí, Deus me mostrou o que faltava era a virtude da fé, pois eu já sabia sobre a beleza da união sexual no matrimônio, mas parece que no meu interior ainda havia uma voz dizendo “é errado, é feio!” e hoje com Jesus na minha mão eu perguntei pra ele o porquê disso.

Daí Ele trouxe a minha memória várias experiências que vivi entre “ficadas” e baladas. Eu revivi cada atitude, cada sentimento, cada pensamento que me rodeava das vezes que eu fui levada pelas circunstâncias a beijar alguém e ainda as vezes que eu quis, simplesmente pra distrair um pouco.

O Senhor me mostrava que muitas vezes eu bancava a descolada que só queria curtir e não envolver emocionalmente, mas, na verdade, eu era como uma criança ferida sonhando em ser amada, mas que, na verdade, estava apenas se ferindo cada dia mais. Em cada beijo de balada, tinha um pensamento “muito bom, alguém me curte” em cada manhã pós balada, vinha um vazio, afinal, estava eu sozinha novamente.
E mais uma vez, Deus me curava!

Não uma simples cura, mas Deus dizia em meu coração que eu precisava crer verdadeiramente nos seus ensinamentos e me abandonar nos braços Dele.

Por fim, quase terminando o tempo destinado para a distribuição da comunhão, chega um senhor, com os olhinhos brilhando, e uma cestinha distribuindo florzinhas para o pessoal da acolhida. Ele recebeu Jesus comigo, e depois me presenteou com uma florzinha.

Quando me sentei novamente e olhei pra florzinha bonitinha Deus me disse: _ Te dou hoje uma pequena flor Branca para restaurar sua pureza!”

Enfim, mais constrangimento ao meu coração que não sabe direito como reagir às Providências Divinas!

Eu sorri e agradeci, mais uma vez o Senhor me amou!

DEUS SEMPRE QUER CURAR E AMAR!

POR SABRINA TAVARES

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