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No princípio não era assim

Assim como já foi apresentado na última matéria sobre a teologia do corpo , estamos Relembrando aqui no site da Missão Maria de Nazaré essa grande contribuição do pensamento do Papa João Paulo II, um dos baluartes da nossa comunidade.

Já vimos o que é a teologia do corpo e fizemos uma pequena introdução na última postagem. Caso você não leu a matéria, te convido a ler e nos ajude a divulgar a outras pessoas. Hoje nós vamos conhecer um pouco sobre o primeiro ciclo das catequeses, 23 no total, sobre a expressão “no princípio”, utilizada por Jesus em Mateus 19, 3 e Marcos 10, 2.

Para começar, o Papa então recorda desta frase de Jesus: “No princípio não era assim”, para entrarmos no contexto precisamos pegar na Bíblia em Mateus 19, 3 , quando Jesus foi interrogado pelos fariseus sobre se era possível um homem se divorciar da sua esposa. Jesus recorda do ensinamento que está no livro do Gênesis, nas primeiras páginas da Bíblia, que diz assim: “Nunca Lestes que o criador, desde o princípio os fez homem e mulher, e disse: Por isso o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher e os dois formarão uma só carne?” Jesus estava citando duas frases dos dois relatos da criação. Para quem não sabe a criação relatada lá no livro do Gênesis duas vezes, GEN 1, 27 e GEN 2,24.

Era nesse princípio de Deus, o princípio de distinção, onde Deus forma o homem e a mulher, e o princípio de União, onde cita que os dois formarão uma só carne, que Jesus queria chegar e fazer os fariseus pensarem sobre essa realidade da criação de Deus e que com o tempo ela foi sendo pervertida pelos nossos pecados, por causa do pecado original.  toda essa discussão era porque eles queriam confundir outras pessoas sobre os ensinamentos de Jesus, já que Moisés havia permitido o divórcio.

Jesus respondeu assim: ” Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o princípio.” (MT 19, 8)

Uma pequena curiosidade bem interessante é que em hebraico, o livro do Gênesis tem esse nome “No Princípio”.
Nós não estamos do jeito em que fomos criados, estamos de um jeito diferente. Jesus nos acusa de uma doença espiritual, por causa da dureza do nosso coração, foi foi preciso que Moisés escrevesse essa lei, pois aí nós uma verdadeira desordem da nossa ‘Forma de Amar’.

A teologia do corpo, através do Papa João Paulo Segundo vem para analisar Qual era esse projeto original de Deus. Em Gênesis 1, a narrativa da criação do homem em 7 dias apresenta maior profundidade teológica. Em Gênesis 2, a forma narrativa é mais existencialista.

São narrativas que estão uma do lado da outra mas que são duas narrativas diferentes, visto que se forem lidas ao pé da letra, você perceberá que são narrativas contraditórias, já que em Gênesis 1, o homem foi criado no sexto dia, ou seja, para o primeiro capítulo, o homem é a última coisa a ser criada. No segundo capítulo, fala claramente, ” não havia ainda nenhum arbusto”, ou seja, as árvores ainda não existiam Quando Deus cria o homem, só depois é que surgem as outras criações. As duas narrativas são verdadeiras,  pois não se trata de um relato histórico,  apenas está transmitindo uma verdade espiritual mais profunda, O que justifica ainda mais que a palavra não deve ser interpretada ao pé da letra. Todos que dizem que a bíblia e a ciência estão em discordância, é porque não entendeu nada de Bíblia e não entendeu nada de ciência. A ciência não é a verdade absoluta, mas um fragmento, um recorte da realidade, e a Bíblia enxerga as coisas com profundidade muito maior.

Em Gênesis 1, 27 , o Papa João Paulo Segundo notou uma verdade interessante. Todo mundo lembra que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, Mas nem todo mundo percebe que logo após essa narrativa vem o versículo “homem e mulher Ele os criou.”  além de Deus criar o homem à sua imagem e semelhança, ele fez que essa diversidade de homem e mulher, fosse também uma imagem de Deus.  existe no casal uma bondade original. Se percebemos que hoje o relacionamento entre homem e mulher é um relacionamento conflitivo, distorcido, não era assim quando Deus criou. Deus os criou harmonicamente um para o outro. E quando ele terminou ele viu que era tudo muito bom. Perceba bem, quando ele faz todas as outras coisas ele vê que é bom.  mas quando faço o homem e à mulher, ele vê que é muito bom.

Esse conflito entre o homem e à mulher surgiu após o pecado original, Quando Deus os criou, foi para que tivessem uma relação de igual para igual, para que quando unidos, formem uma só carne.

Percebam que quando Deus criou a mulher ele não a tirou da cabeça do homem para que ela não fosse superior ao homem, e não tirou dos pés para que o homem não fosse superior à mulher,  mas tirou da costela, para que estivesse ao lado do homem e os colocasse em igual dignidade. A relação entre homem e mulher não deve ser de domínio, nunca pode haver um dominador, Pois uma relação de senhor e de escravo não é aquilo o que Deus sonhou. No princípio não era assim!

As sagradas escrituras e a teologia do corpo, são então ferramentas utilizadas por Deus para nos mostrar que esse relacionamento entre homem e mulher está doente,  foi deturpado.

Jesus vem naquele diálogo com os fariseus mostrar que no interior do ser homem e no interior do ser mulher há uma harmonia, e se a coisa ficou desarmônica é por causa da dureza dos vossos corações. Peçamos a Deus então que nos ajude a descobrir a verdade que está no ser das coisas.

marcosMarcos Vinícius

Missionário da Comunidade Missão Maria de Nazaré

Marcos é casado com a Pamela Aila. Ele é estudante de engenharia e é mecânico ferroviário.

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