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João Paulo II: o Papa da juventude

    O jovem polonês Karol Jósef Wojtyla sempre expressou grande apresso pela juventude. Era um esportista, gostava de futebol, de fazer trilhas e andar de canoa com seus amigos, além de demonstrar grande talento com a arte por meio de seus textos e peças de teatro. Sua jovialidade e a vontade de viver intensamente atraiam e encantavam outros jovens. Mesmo a segunda guerra mundial, que castigou severamente seu país, não foi capaz de abatê-lo ou desanimá-lo.

       Tornou-se sacerdote e bispo, demonstrando muito talento acadêmico e domínio filosófico. Karol era considerado pelo clero de sua época um brilhante intelectual. Porém, isso não inibiu sua espiritualidade, sempre marcada por um carinho especial a Virgem Maria. Em 1978, tornou-se João Paulo II, um dos Papas mais populares e carismáticos da história, considerado por muitos como o Papa da Juventude.

      O título não foi reconhecido por seus dons artísticos ou atléticos, que inclusive não foram ofuscados por seu pontificado, nem mesmo por sua habilidade acadêmica. Porém, estas características possibilitaram sua aproximação com os jovens de todas as áreas, desde  universitários aos amantes das mais diversas artes e esportes. O Papa João Paulo II não sabia apenas como falar ao público jovem, mas se sentia parte dele.

     No entanto, um dos maiores legados de João Paulo II à juventude, envolve a todos, homens e mulheres, independente de faixa etária: a sexualidade. Contudo, o assunto torna os jovens seu público predileto, pois os preocupa, os motiva e os atrai. A sexualidade foi um dos temas mais tratados pelo Papa João Paulo II em seu pontificado, em assuntos voltados ao matrimônio, ao celibato e às famílias em geral. Desde o início, em 1979 (1 ano após sua eleição como Papa), João Paulo II iniciou, nas audiências de quarta-feira do Vaticano, uma série de alocuções acerca do amor humano e da sexualidade, conhecidas como Teologia do Corpo, que se encerraram no ano de 1984, com considerações sobre a Humana Vitae (Carta Encíclica do Papa Paulo VI).

     A Teologia do Corpo do Papa João Paulo II, além de ser um investimento de quase 5 anos de catequeses sobre o assunto, foi o primeiro ensinamento proferido ao povo como Papa. Mesmo como sacerdote, já tratava disso com propriedade, como, por exemplo, em seu livro “Amor e Responsabilidade”, cujo objetivo é a compreensão da beleza da sexualidade humana, sem estar limitada às proibições morais, assumindo-a como dom sagrado. Isso expressa a importância conferida por João Paulo II a dignidade humana e aos valores sexuais, que neste período foram violentamente questionados, e até difamados, pela revolução sexual.

     Na verdade, João Paulo II, por meio da Teologia do Corpo, foi um grande revolucionário que combateu a promiscuidade e a deturpação dos valores fundamentais, orientou com sabedoria assuntos polêmicos como o feminismo, a homossexualidade e a contracepção, sempre assumindo como princípio fundamental o amor e o valor da vida humana. Neste sentido, pode-se dizer que João Paulo II não foi apenas o Papa da Juventude, mas o grande revolucionário que lutou pela dignidade dos filhos e filhas de Deus.

Por: Valdo Júnior – Psicólogo e Missionário da Comunidade Missão Maria de Nazaré

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