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Comunidade Missão Maria de Nazaré participa da caminhada ‘Todos contra a Pedofilia’

Organizado pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do adolescente (CMDDCA), com o promotor de justiça da Vara da Infância e Juventude, Carlos José Fortes, além de vários parceiros que abraçaram a causa em favor das crianças e dos adolescentes, o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, promovido nessa terça-feira (18/05/16), foi marcado em Divinópolis pela 9ª edição da Caminha “Todos contra a pedofilia – proteja nossas crianças”. Também houve um Seminário Técnico discutindo o tema para consolidação da rede de proteção e defesa das crianças e adolescentes. A data em luta pela causa é definida pela Lei Federal 2000, instituída após um crime hediondo que aconteceu em 1973, no Espirito Santo, onde uma criança de oito anos foi estuprada, assassinada e teve seu corpo desfigurado por ácido.

A caminhada reuniu cerca de 3 mil de pessoas, segundo a Polícia Militar, e concentrou-se na Praça Dom Cristiano (Catedral), desde as 8h, contando com a presença da Banda da Polícia Militar, que abriu o evento, dos soldados do Tiro de Guerra, da comunidade, dos alunos e professores de escolas da cidade, da imprensa, de políticos, de órgãos públicos e representantes de Pitangui, Onça do Pitangui e Itajubá. A equipe técnica das Casas de Acolhimento da comunidade Missão Maria de Nazaré também esteve presente, representada por Priscila Silva e Kenia Carmo, respectivamente psicóloga e assistente social da Casa de Maria “Maria e Mestra” – Unidade Feminina; por Kátia Sousa e Aline Gondim, psicóloga e assistente social da Casa de Maria “Mae e Mestra” – Unidade Masculina; e pelo fundador da Comunidade MMN Eduardo Rivelly, também o presidente do CMDDCA.

Após a concentração, organizada com a ajuda da PM, a caminhada seguiu pela Av. Primeiro de Junho, em direção a Câmara Municipal de Divinópolis, para a abertura do Seminário Técnico, com a apresentação do coral infantil “Divina Luz”. Na abertura do Seminário, conduzida pelo presidente do conselho, houve a composição da mesa por Paulo dos Prazeres (secretário de Desenvolvimento Social), vereadores, representante do Conselho Tutelar e da Secretaria de Educação, presidente do Lions Clube, bispo diocesano Dom José Carlos e por crianças e adolescentes – motivação de toda a luta.

Segundo Eduardo Rivelly, presidente do CMDDCA, “ao defender direito da criança e do adolescente, sabemos das limitações e dificuldades, mas é preciso reconhecer a existência de avanços, como o trabalho e empenho realizado pelo Conselho Tutelar”. Mas, conforme Eduardo, o que chama mais a atenção da sociedade, referente a situação da criança e do adolescente no país hoje é o abuso e a necessidade da denúncia. “E preciso melhorar isso em nosso município e o medo de denunciar e se comprometer é a maior dificuldade. Às vezes, o nosso medo pode estar estragando a vida de uma outra pessoa. É preciso perder o medo de enfrentar, pois sabemos que é crime não denunciar. Precisamos contribuir para que as pessoas se tornem mais conscientes sobre o assunto, encorajando-as a denunciar”, afirma. Outro ponto, destacado pelo presidente do CMDDCA, cuja reflexão torna-se extremamente necessária, é a constatação de que a maioria dos casos de abusos acontecem com pessoas de confiança da criança ou do adolescente, inclusive, envolvendo um número considerável de casos de pessoas que moram dentro da mesma casa. É preciso pensar na prevenção desses casos, nesse caso, fortalecendo a instituição familiar. “Se acontece mais dentro de casa, é porque a família está enfraquecida”, afirma Eduardo Rivelly. “É preciso pensar não só na violência, mas na família. Se a fortalecermos, a família será mais capaz de ajudar as nossas crianças e adolescentes”, complementa.

 

Para o bispo diocesano, Dom José Carlos, “mais do que descobrir e penalizar o culpado, é preciso criar espaços e condições para que as vítimas se manifestem o quanto antes. Toda experiência, mesmo sendo a única que tenha acontecido com a criança, já é dolorosa, nociva e prejudicial na história de vida daquela criança ou adolescente”.

Por Luana Natacha

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