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Como desapegar-se do mundo por Maria Santíssima?

A resposta a esta pergunta talvez seja surpreendentemente simples, já que também é o sentido de toda esta formação: basta nos consagrarmos à Ela! A grande dificuldade, porém, está em viver plenamente esta consagração. Além disso, podemos cair no engano da superficialidade se pensamos que esta consagração à Virgem Maria é como aquela em que brevemente rezamos, ou um mero ato piedoso de se dizer devoto de Nossa Senhora de Fátima, Lourdes, Guadalupe e etc. Justamente por causa destes enganos São Luís Maria Grignion de Montfort intitula sua grande obra mariana de Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem (T.D.V.), para não cairmos nem na superficialidade de uma consagração qualquer ou no excesso de uma certa “divinização” de Maria.

No número 142 de seu livro (T.V.D), São Luís cita São Bernardo para dizer o motivo de nos consagrarmos à Nossa Senhora: “Deus – como diz São Bernardo – Vendo que somos indignos de receber as graças diretamente das suas mãos, dá-as à Maria, a fim de que por Ela recebamos tudo o que Ele nos quiser dar”. Portanto, se de Maria recebemos TUDO que ELE nos quiser dar, é preciso afirmar que não é o mundo quem nos dá nada, pois as graças vem de Deus por meio Dela. Este “por meio” é o segredo de toda esta devoção, já que sabemos claramente que é à Deus que devemos entregar nossas vidas, porém, por livre escolha, decidimos que seja “por meio” Dela, simplesmente pelo fato de não sabermos nos entregar à Deus, mas Ela sabe.

Na verdade ninguém sabe ser totalmente de Deus melhor do que Maria de Nazaré, a menina que abdicou de viver sua vida para se entregar ao projeto de Deus. Ela é nosso modelo e nosso exemplo maior para ser Dele: “Eis aqui a serva do Senhor, Faça-se em mim segundo a Tua palavra” (Lc 1, 38). Neste sentido, seria justo afirmar que se Maria é toda de Deus então ela não possui e nem possuirá absolutamente nada, pois tudo o que ela é ou tem é de Deus. Seguindo esta lógica, podemos dizer que se entregamos TUDO à Virgem Maria (Aquela que melhor do que ninguém sabe ser TODA DELE), o que somos e temos passa a ser de Deus, porém entregue por Ela. Mas podemos nos perguntar: Pra que isso? E a resposta é simples: nós não somos dignos e Ela é.

Se você se acha digno de tamanha graça, provavelmente foi assaltado pela soberba e a arrogância, mas a palavra de Deus diz: “Deus resiste aos soberbos, mas dá sua graça aos humildes” (Tg 4, 6). E é por isso que chamamos Maria de Cheia de Graça, pois como diz São Luís de Montfort: “O que Lúcifer perdeu por orgulho, Maria alcançou por humildade”. Deus não muda de ideia, por isso como Ele quer que sejamos configurados ao seu filho Jesus, que nasceu do ventre da Virgem Maria, nós também precisamos nascer deste ventre para uma vida nova. E esta verdade os santos nos garantem: “Maria é a escada celeste pela qual Deus desceu à terra e os homens sobem à Deus” (São Fulgêncio). “É, pois, muito justo, que imitemos o procedimento de Deus, para que a graça regresse ao seu Autor pelo mesmo canal por onde veio” (São Bernardo).

Nisto consiste todo e qualquer desapego do mundo, que por meio da Virgem Maria podemos experimentar de modo pleno. São Luís define assim a consagração: “É precisamente o que fazemos por esta devoção: oferecemos e consagramos tudo o que somos e tudo o que possuímos à Santíssima Virgem, para que Nosso Senhor receba por seu intermédio a glória e o reconhecimento que lhe devemos. Reconhecemo-nos indignos e incapazes de nos abeirarmos da sua Majestade infinita só por nós mesmos, e por isso servimo-nos da intercessão da Santíssima Virgem”. Que ela seja, portanto, nossa companhia segura até os braços do Pai.

TOTUS TUUS MARIAE.

Por Valdo Júnior | Missão Maria de Nazaré

 

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